A Itália deve limitar os incentivos para a crescente capacidade de geração de energia solar em 8 GW até 2020 sob um plano que será revelado pelo governo, comentou um vice-ministro. Visando reduzir o peso sobre o orçamento, o governo pretende diminuir os incentivos atuais, que são considerados por analistas entre os mais generosos da Europa e que desencadearam um boom de energia solar na Itália desde a sua aprovação em 2007. “Com o novo plano de incentivos, prevemos (um limite de) 8 mil MW até 2020”, disse o sub-secretário de Desenvolvimento Econômico Stefano Saglia em uma declaração do ministério.
O atual esquema de incentivo expira após a capacidade total instalada fotovoltaica, que transforma a luz solar em energia, alcançar 1,2 mil MW. O limite deve ser alcançado em julho, anunciou a agência estatal de gerenciamento da energia, GSE. “A redução de custos e o crescimento de uma cadeia de produção italiana tornará possível reduzir gradualmente os incentivos que pesam sobre as contas (de energia) dos Italianos”, foi a fala de Saglia citada durante uma conferência na quinta-feira.
O novo plano de incentivos será apresentado no próximo encontro de um órgão do governo para relações entre o estado e as regiões, disse Saglia. A reunião deve ser realizada em 27 de janeiro.
No mínimo 100 MW do novo limite seriam destinados para a geração com a tecnologia de energia solar concentrada, comentou Saglia.
FONTE: CARBONO BRASIL/REUTERS