Eólicas: Brasil poderá contar com 10 fabricantes de equipamentos
em: 01/09/2010
A contratação de 70 parques eólicos nos leilões de fontes alternativas realizados na semana passada poderá gerar uma nova onda de instalações de fornecedores no país nos próximos anos. Pelas estimativas da Associação Brasileira de Energia Eólica, o país poderá contar, nos próximos anos, com 10 fornecedores de equipamentos. Já estão no país Impsa e Wobben, enquanto Alstom e GE Energy estão se instalando.
Segundo Ricardo Simões, presidente da ABEEólica, estão prospectando o país Vestas, Gamesa, Siemens, Clipper, Acciona e Suzlon. “Eles terão como vantagem de acessar o mercado brasileiro e os financiamentos do BNDES”, afirmou o executivo, que participou da abertura do Brazil Windpower Exhibiton & Conference na terça-feira, 31 de agosto, no Rio de Janeiro.
Para ele, a queda do preço da energia para cerca de R$ 130 por MWh se deve a entrada dos novos fornecedores no mercado brasileiro, mesmo importados. “O que travava o mercado era uma demanda muito forte dos países centrais, depois da crise essa mercado rarefeceu; então, os fabricantes viram o Brasil como um opção”, disse. Simões se mostrou surpreso com o preço, que comparou aos praticados na China.
O executivo estima que os parques contratados devam gerar 30 mil empregos no país. “Um megawatt instalado significa 13 empregos”, disse. Simões apontou, contudo, que o país precisa da contratação de 2 mil a 3 mil MW de capacidade por ano para manter o interesse dos fabricantes. A meta da ABEEólica é que a eólica represente 10% da matriz brasileira. O país já garantiu 5.300 MW de capacidade até 2013.
Por Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas